quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016


Ninguém mais segura Ryan Dungey (KTM) no AMA Supercross. O piloto venceu pela terceira vez seguida na quarta etapa da temporada em Oakland. E desta vez foi com mais facilidade ainda. Ele fez o holeshot, disparou na ponta e mesmo aliviando no fim, venceu com mais de três segundos de vantagem para o segundo colocado. Mas antes de falar especificamente da corrida principal, vamos a história do fim de semana.

Na “Heat 1” James Stewart (Suzuki) saiu na frente. Ken Roczen (Suzuki), um dos favoritos da bateria, cruzou a primeira volta na sexta colocação, mas reagiu rápido. Passou Alex Ray (Honda) e Lawson Bopping (Yamaha) ainda na primeira volta e subiu pra quarto. A frente dele, Mike Alessi (Honda) pressionava Stewart pela ponta. Chegou a fazer a ultrapassagem, mas levou o troco. Daí Alessi perdeu o ritmo e foi superado por Eli Tomac (Kawasaki) e Roczen. A última volta foi eletrizante entre os três líderes. Tomac passou Stewart e Roczen tentou ir junto, mas Stewart cruzou a frente separados apenas por 12 milésimos. Cole Seely (Honda) ficou com a quarta vaga.

Na "Heat 2" Ryan Dungey já começou dominante, fazendo o "holeshot". Blake Baggett (Suzuki), que estava em terceiro, caiu na segunda volta e abandonou a corrida. Justin Brayton (KTM), que estava na quarta colocação, acabou superado no meio da corrida por Weston Peick (Yamaha) e Chad Reed (Yamaha). Vince Friese (Honda), que estava na segunda colocação, caiu na penúltima volta e deu adeus a classificação para a corrida principal. Além de Dungey, passaram Marvin Musquin (KTM), Peick e Reed.

Na "Semi 1" Mike Alessi fez o "holeshot", mas perdeu a liderança ainda nas primeiras curvas para Justin Brayton. Na segunda volta foi a vez de William Hahn (Kawasaki) também deixar Alessi para trás e assumir a vice-liderança. Daí para frente não houve mais mudança entre os três primeiros colocados. Blake Baggett e Cade Clason (Honda) ficaram com as outras duas vagas remanescentes.

Na "Semi 2" foi Jacob Weimer (Suzuki) que começou na frente, mas muito pressionado por Jason Anderson (Husqvarna). Na terceira volta o vencedor da primeira etapa do ano, enfim, conseguiu a ultrapassagem para cima do rival. David Millsaps (KTM) foi junto e Weimer caiu para a terceira colocação. Phillip Nicoletti (Yamaha) estava tranquilo em quarto, mas a briga pela última vaga foi bem disputada no fim. Vince Friese passou Thomas Hahn e Nicholas Schmidt e conseguiu a classificação.

Na repescagem Nicholas Schmidt cravou o "holeshot" e fez uma corrida tranquila, vencendo de ponta a ponta. Atrás dele, no entanto, aconteceram algumas movimentações. Deven Raper, que estava em terceiro, perdeu duas posições ainda nos primeiros giros para Lawson Bopping e Christophe Pourcel e caiu para quinto. Na segunda metade foi a vez de Adam Enticknap ser superado por Bopping e Pourcel, mas mesmo assim conseguiu a classificação com a quarta colocação.

Na corrida principal Ryan Dungey começou com tudo. Ficou com o "holeshot" e disparou sem dar chances aos rivais. Ken Roczen, que não largou tão bem, começou a escalar o pelotão logo cedo. Na quinta volta já estava em segundo depois de superar Marvin Musquin. A corrida passou um bom tempo sem nada te muito relevante acontecer até que no fim Jason Anderson travou um belo duelo contra Chad Reed e Cole Seely pela quarta colocação e levou a melhor. Desta forma ele empatou com Seely no campeonato com 75 pontos contra 97 de Dyngey.

A próxima etapa do AMA Supercross acontece já neste final de semana em Glendale. Confira abaixo o resultado final de Oakland.


sábado, 30 de janeiro de 2016



Os pilotos do AMA Supercross retornaram a Anaheim no último final de semana para a terceira etapa da temporada. E o atual campeão Ryan Dungey, que havia vencido a segunda corrida em San Diego, voltou a vencer e desta forma disparou no campeonato. O piloto da KTM foi aos 72 pontos contra 59 de Chad Reed (Yamaha). Mas seguindo nosso protocolo, vamos a história completa do final de semana.

A "Heat 1" começou com David Millsaps (KTM) na ponta depois de uma largada conturbada. Alguns pilotos ficaram pelo chão com destaque para Trey Canard (Honda). Jacob Weimer (Kawasaki) conseguiu superar Millsaps ainda na primeira volta, mas o piloto da KTM continuou no ataque e retomou a ponta. Weimer ainda perdeu mais duas posições, para Chad Reed (Yamaha) e Cole Seely (Honda), mas conseguiu a vaga ao terminar na quarta colocação.

Já na "Heat 2" Ken Roczen (Suzuki) ficou com o "holeshot", mas foi engolido por Ryan Dungey (KTM) ainda no primeiro giro. Os dois dispararam na frente acompanhados de Eli Tomac (Kawasaki), o terceiro colocado. Briga mesmo só pela última vaga, a quarta colocação. Weston Peick (Yamaha), que voltava de uma punição, ocupava a posição, mas foi superado por Justin Brayton no fim e perdeu a classificação.

Na "Semi 1" o rookie Marvin Musquin (KTM) cruzou a linha do "holeshot" na frente, mas também foi superado na primeira volta. Jason Anderson (Husqvarna), vencedor da primeira prova em Anaheim, o deixou para trás e partiu rumo a vitória. Atrás deles estavam Mike Alessi (Honda) e Nicholas Schmidt (Suzuki) que também conquistaram a vaga. A última foi mais disputada e ficou com Vince Friese (Honda) que superou Cade Clason (Honda) na última volta.

Na "Semi 2" foi a vez de Weston Peick (Yamaha) brilhar. Marcou o "holeshot", foi superado por Phillip Nicoletti (Yamaha) no primeiro giro, mas recuperou a ponta e disparou e venceu com 4,618 segundos. Outro piloto que se destacou foi Trey Canard, que completou a primeira volta em sexto e foi passando os rivais um a uma até chegar ao segundo posto. Nicoletti foi o terceiro e as duas outras vagas ficaram com Thomas Hahn (Yamaha) e Christophe Pourcel (Husqvarna).

Na repescagem (LCQ) Jeff Alessi (Suzuki) começou na frente, mas no segundo giro perdeu a posição para William Hahn (Kawasaki). Na última volta Alessi perdeu mais uma posição, para Lawson Bopping (Yamaha), mas conseguiu terminar em terceiro e garantiu a vaga na corrida principal. O último sortudo a garantir presença foi Dakota Tedder (Kawasaki).

David Millsaps (KTM) marcou o "holeshot" também na corrida principal e por lá ficou até a quinta volta. Daí Ryan Dungey chegou nele e ficou difícil para Millsaps segurar. Ele até conseguiu dar o troco na primeira vez que foi ultrapassado, mas na segunda Dungey foi embora. Millsaps foi então engolido pelos rivais. Perdeu a posição para Chad Reed, Eli Tomac, Ken Roczen e Jason Anderson na sequência.

Reed não deixava Dungey escapar, mas também não conseguia atacá-lo. Atrás deles, no entanto, a briga pelo terceiro posto pegou fogo no fim. Tomac ocupava a posição, mas começou a ser pressionado por Roczen. Na última volta o piloto da Suzuki conseguiu a ultrapassagem e Tomac tentou dar o troco, mas escorregou, caiu e perdeu contado com o rival. Mas a diferença para Anderson era grande e ele sustentou o quarto posto.

Confira abaixo o resultado final da corrida:


quarta-feira, 20 de janeiro de 2016


O atual campeão do AMA Supercross, Ryan Dungey (KTM), foi o grande vencedor da segunda etapa da temporada em San Diego no último final de semana. Desta forma ele assumiu a liderança do campeonato. Dungey, que acabou caindo em Anaheim e por isto ficou impossibilitado de brigar pela vitória, deu a volta por cima em grande estilo no último sábado. Desta forma ele foi aos 47 pontos contra 41 de Jason Anderson (Husqvarna), que venceu na primeira corrida, mas que foi apenas o quinto colocado em San Diego. Porém, antes de falar da corrida em si, vamos a história do final de semana.

Na "Heat1" Justin Brayton (KTM) marcou o "holeshot" e seguiu na liderança. Broc Tickle (Suzuki) não começou tão bem, acabou tocando na barreira de colchão na primeira curva e perdeu algumas posições. Quem começou a se destacar foi Dean Wilson (KTM) que na segunda volta superou Christophe Pourcel (Husqvarna) pela segunda colocação e na penúltima volta passou Brayton para vencer a corrida. Pourcel não conseguiu a classificação, pois ainda foi superado por Cole Seely (Honda) e Eli Tomac (Kawasaki) que ficaram com as duas vagas remanescentes.

Na "Heat2" o "holeshot" ficou com Dungey que disparou e não deu chance aos rivais. Ele venceu com 3,048 segundos de vantagem para Chad Reed (Yamaha), que também fez uma corrida sólida na segunda posição. Já as duas vagas restantes foram bem disputadas. Justin Barcia (Yamaha), que ocupava o terceiro posto ao fim da primeira volta, foi superado por Ken Roczen (Suzuki) no terceiro giro. No final ele começou a ser atacado por Jason Anderson, eles acabaram se tocando e Anderson levou a melhor e ficou com a posição.

Na "Semi1" Justin Barcia tracionou melhor e ficou com o "holeshot", mas espalhou na primeira curva e caiu para quarto. Justin Bogle (Honda) assumiu a ponta seguido de Christophe Pourcel. Barcia começou então a recuperação e já na segunda volta superou David Millsaps (KTM) pelo terceiro posto. Parecia que estava tudo decidido, mas no início da última volta Millsaps caiu e perdeu a posição para Mike Alessi (Honda). Mas o piloto da Califórnia se levantou rapidamente e superou Alessi nos metros finais por apenas 0,234 segundos. Como cinco se classificavam, os dois passaram.

Na "Semi2" tivemos outro "holeshot" que não ficou muito tempo na posição. Jacob Weimer (Kawasaki) cruzou a linha na frente, mas foi logo ultrapassado por Marvin Musquin (KTM), Trey Canard (Honda) e Vince Friese (Honda). As mudanças na primeira posição não pararam por aí e no segundo giro Canard superou Musquin. Atrás deles Weimer conseguiu recuperar um pouco do prejuízo das primeiras curvas e passou Friese pelo terceiro posto. Daí para frente não houve mais mudanças e os quatros se classificaram junto com Phillip Nicoletti (Yamaha) em quinto.

Na "LCQ" (repescagem), última oportunidade dos sem vagas conseguirem se classificar para a corrida, Dakota Tedder (Kawasaki) marcou o "holeshot" e ficou na ponta até a terceira volta quando foi superado por Broc Tickle (Suzuki). Ainda no mesmo giro Tedder também perdeu a posição para Nicholas Schmidt e caiu para terceiro. Restava uma última volta e ele precisava terminar entre os quatro primeiros para se classificar, mas perdeu as posições para Thomas Hahn (Yamaha) e William Hahn (Kawasaki).

A corrida principal começou com Justin Brayton (KTM) marcando o segundo "holeshot" dele no dia. Ele chegou a ser superado por Vince Friese (Honda) nas curvas iniciais, mas deu o troco logo em seguida. Ryan Dungey, que estava logo atrás, passou os dois na segunda volta para assumir a ponta e Chad Reed foi junto. Outro piloto que tentava passar a dupla (Brayton e Friese) era Ken Roczen. Ele chegou a passar Brayton na volta quatro, mas caiu na seis e perdeu algumas posições.

Brayton e Friese foram então engolidos pelo pelotão. Foram superados nos giros seguintes por Cole Seely, Jason Anderson, Eli Tomac e Trey Canard. Lá na frente Reed não se desgrudava de Dungey, andando sempre na média de 1,5s atrás, mas nunca chegou a ensaiar uma manobra de verdade de ultrapassagem. A briga das últimas voltas foi pela terceira colocação entre Seely e Anderson. O piloto da Husqvarna jogou duro e acabou tocando em Seely e ganhou a posição. Mas ele foi punido em duas posições no fim da prova e cai para quinto. Desta forma Seely completou o pódio.

Confira abaixo o resultado final da corrida:

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016


Começou no último final de semana em Anaheim a temporada 2016 do Ama Supercross. E os pilotos Weston Peick e Vince Friese foram responsáveis por um papelão nesta primeira etapa. Cada piloto possuem três chances para se classificarem para a corrida principal, a que garante pontos aos pilotos.

Na primeira oportunidade (Heat 1) Vince Friese espremeu Weston Peick contra as barreiras que delimitam a pista e Peick acabou caindo. Na segunda oportunidade (Semi 1), Friese repetiu a dose para cima de Peick. O sangue do piloto da Yamaha então ferveu e ele partiu para cima do rival.

Confira no vídeo abaixo:


Começou no último final de semana na Califórnia a temporada 2016 do AMA Supercross, um dos maiores campeonatos no gênero do mundo. E começou em grande estilo, com brigas pela vitória, quedas e teve até pilotos saindo na mão, literalmente. A vitória ficou com Jason Anderson (Husqvarna), que numa recuperação incrível na corrida principal, assumiu a ponta no início da segunda metade e não foi mais superado pelos rivais. O atual campeão Ryan Dungey (KTM), caiu no início da etapa, levantou, se recuperou e ainda terminou na segunda colocação. Mas, como sempre fazemos, vamos contar a história da prova começando pelo início.

Na "HEAT1" o holeshot ficou com Vince Friese (Honda), o grande trapalhão da noite. Dean Wilson (KTM), no entanto, superou Friese ainda nas primeiras curvas para assumir a liderança da corrida. As mudanças na ponta continuaram e no fim da primeira volta foi a vez de Eli Tomac (Kawasaki) ficar com a primeira colocação. Anderson já começou a aparecer bem na "HEAT1". Depois de completar a primeira volta em sexto, ocupava a segunda colocação na penúltima volta. Daí aconteceu a primeira parte da confusão. Friese estava em terceiro com Weston Peick (Yamaha) em quarto e Chad Reed (Yamaha) em quinto. Reed foi para cima dos dois e assumiu a terceira posição e Friese tocou em Peick que caiu. Justin Brayton (KTM) se deu bem, herdou a quarta posição e conseguiu a transferência pra corrida principal.

Na "HEAT2" o holeshot ficou com Cole Seely (Honda), mas o que marcou mesmo o início foi um grande acidente na largada envolvendo Ken Roczen (Suzuki), Nicholas Schmidt (Suzuki), Cade Clason (Honda) e Teddy Parks (Suzuki). A prova continuou sem bandeira vermelha e na segunda volta Seely foi superado por Trey Canard (Honda). Também no segundo giro o atual campeão Ryan Dungey caiu, perdeu várias posições e viu as chances de se classificar para a corrida principal logo de cara cair ir por água abaixo. No fim Canard confirmou a vitória e, além dele, se classificaram Seely com a segunda posição, James Stewart (Suzuki) e Justin Barcia (Yamaha).

Os pilotos que não conseguiram se classificar foram novamente divididos em dois grupos e na "SEMI1" o holeshot ficou com Justin Bogle (Honda) seguido do estreante Marvin Musquin (KTM). Os dois seguiram na frente e fizeram uma corrida burocrática. Na penúltima volta Jacob Weimer (Kawasaki), que estava em terceiro, foi superado por Roczen e foi só o que aconteceu na prova. Além dos quatros já citados, o quinto classificado foi Mike Alessi (Honda).

Na "SEMI2" o holeshot ficou com Dungey, que não deu chances aos rivais e venceu de ponta a ponta. Daí Friese tocou novamente em Peick e os dois caíram. Peick não aguentou ser novamente derrubado pelo rival e deferiu alguns socos em Friese (vídeo abaixo). Dean Wilson, David Millsaps (KTM), Christophe Pourcel (Husqvarna) e Broc Tickle (Suzuki) foram os outros pilotos que carimbaram o passaporte para a corrida principal.


Para os 22 pilotos que ainda não haviam conquistado a vaga, restava a LCQ (repescagem) e mais quatro vagas em jogo. William Hahn (Kawasaki) ficou com o holeshot seguido de Lawson Bopping (Yamaha) e Friese (o trapalhão). E não é que ele aprontou novamente! Numa curva mal executada, deixou o motor da moto apagar e perdeu várias posições e com isto a chance de se classificar para a corrida principal. Os dois ponteiros mantiveram as posições a as duas outras vagas ficaram com Thomas Hahn (Yamaha) e Kyle Chisholm (Honda).

Com os 22 pilotos definidos, teve início a corrida principal que definiria o vencedor da primeira etapa da temporada. Cole Seely assumiu a ponta no início seguido de Justin Barcia. Dois pilotos começaram a se destacar nos giros iniciais: Trey Canard e Jason Anderson que ocupavam a quinta e a sexta colocação, respectivamente. Na volta cinco Canard foi para cima de Ryan Dungey na briga pelo quarto posto. Os dois acabaram se tocando e o atual campeão foi ao chão. Canard ficou com a posição e Anderson pulou para quinto. No giro seguinte foi a vez de Eli Tomac ser superado por Canard e Anderson, que estava na cola, foi junto e pulou para quarta colocação.

Os dois não pararam por aí e na volta oito foi a vez de Justin Barcia sofrer o ataque da dupla. Não demorou muito para Canard e Anderson o deixar para trás. Os dois partiram então para o embate direto e Anderson levou a melhor e passou Canard pela vice-liderança na volta nove. Lá atrás Dungey partiu para a recuperação e numa mesma manobra superou Chad Reed e Barcia para assumir o quinto posto.

A primeira metade de Trey Canard foi toda para o lixo quando o piloto teve problemas com sete voltas para o fim e perdeu várias posições. Dungey seguiu avançando e passou Tomac pela terceira colocação na sequência. Com seis voltas para o fim Anderson colou em Seely, fez a ultrapassagem e assumiu a ponta, partindo pra vitória. Seely ainda perdeu a segunda posição na penúltima volta para Dungey e terminou só em terceiro.

A próxima etapa do AMA Supercross acontece já neste próximo final de semana em San Diego. Confira abaixo o resultado final da corrida:

domingo, 8 de novembro de 2015


Apesar de todos os esforços de Valentino Rossi, o título da MotoGP acabou ficando mesmo nas mãos do espanhol Jorge Lorenzo. Haviam varias combinações de resultados que dariam o título ao italiano, mas Lorenzo resolveu deixar logo a mais difícil para ele ao vencer a corrida. Desta forma Rossi precisava ser segundo e largando do fim do pelotão, não teve fôlego para isto.

A corrida do "Doutor" é digna de aplausos. Nas primeiras três curvas da corrida já havia deixado 11 oponentes para trás. Seguiu avançando rapidamente e em menos de três voltas já estava em dos dez primeiros. Teve uma enorme sorte quando dois dos oponentes mais difíceis que ele teria tiveram problemas. Cal Crutchlow teve que largar de trás junto com ele e Andrea Iannone caiu.

Lá na frente Lorenzo perfeito, não cedia a primeira posição, apesar dos ataques ferozes de Marc Marquez. Dani Pedrosa, na outra Honda, até acompanhou eles nos primeiros giros, mas na metade para o fim acabou ficando para trás. No fim da corrida Pedrosa conseguiu encostar nos dois novamente, chegou a passar Marquez, mas levou o troco e terminaram desta forma.

Confira abaixo o resultado final da corrida:

1
99
J. LORENZO
34:38.293
2
93
M. MARQUEZ
+0.273
3
26
D. PEDROSA
+2.333
4
46
V. ROSSI
+16.584
5
44
P. ESPARGARO
+21.485
6
4
A. DOVIZIOSO
+22.015
7
38
B. SMITH
+22.413
8
41
A. ESPARGARO
+24.859
9
9
D. PETRUCCI
+30.375
10
35
C. CRUTCHLOW
+30.583
11
25
M. VIÑALES
+35.044
12
51
M. PIRRO
+35.694
13
68
Y. HERNANDEZ
+38.435
14
19
A. BAUTISTA
+43.229
15
6
S. BRADL
+43.378
16
69
N. HAYDEN
+43.834
17
8
H. BARBERA
+44.457
18
76
L. BAZ
+44.579
19
45
S. REDDING
+45.374
20
43
J. MILLER
+49.005
21
24
T. ELIAS
+51.300
22
50
E. LAVERTY
+53.307
23
63
M. DI MEGLIO
+55.803
24
13
A. WEST
+1:01.179
25
23
B. PARKES
+1:18.822
RT
29
A. IANNONE
4:16.615


Como já era esperado o inglês Danny Kent confirmou o título da Moto3 neste domingo em Valência. Ele entrou para a corrida com 24 pontos de vantagem para o português Miguel Oliveira e precisava marcar apenas dois pontos a mais que o rival para levar o caneco. Oliveira fez a parte dele, venceu a corrida, mas Kent terminou em nono e com os sete pontos da colocação, levou o título.

Cada uma fez uma corrida diferente. Oliveira sempre no pelotão dianteiro, lutando pela liderança da corrida com Romano Fenati, Efren Vazquez e Jorge Navarro. Kent lá atrás, fugindo das confusões, tentando evitar o que de pior poderia acontecer a ele que seria um tombo. Oliveira jogou duro com os rivais em vários momento para manter a posição. Kent foi herdando colocações pouco a pouco devido a superioridade da moto.

O grande momento aconteceu na última volta, com uma queda de três pilotos que disputava a terceira colocação. Niccolò Antonelli perdeu a moto nas última curvas e levou junto Romano Fenati e Efren Vazquez. Com isto Oliveira confirmou a vitória com Jorge Navarro em segundo e Jakub Kornfeil, que se deu bem com a confusão a frente dele, em terceiro.

Confira abaixo o resultado final da corrida:

Pos.
Num.RiderNation
Bike
Time/Gap
1
44Miguel OLIVEIRAPOR
KTM
40'09.792
2
9Jorge NAVARROSPA
Honda
+0.198
3
84Jakub KORNFEILCZE
KTM
+2.090
4
41Brad BINDERRSA
KTM
+2.121
5
33Enea BASTIANINIITA
Honda
+2.975
6
32Isaac VIÑALESSPA
KTM
+3.343
7
17John MCPHEEGBR
Honda
+4.087
8
76Hiroki ONOJPN
Honda
+9.627
9
52Danny KENTGBR
Honda
+9.914
10
65Philipp OETTLGER
KTM
+10.580
11
16Andrea MIGNOITA
KTM
+10.661
12
8Nicolò BULEGAITA
KTM
+11.642
13
21Francesco BAGNAIAITA
Mahindra
+16.741
14
88Jorge MARTINSPA
Mahindra
+20.196
15
10Alexis MASBOUFRA
Honda
+21.531
16
95Jules DANILOFRA
Honda
+21.552
17
63Zulfahmi KHAIRUDDINMAL
KTM
+21.868
18
40Darryn BINDERRSA
Mahindra
+25.114
19
29Stefano MANZIITA
Mahindra
+25.301
20
11Livio LOIBEL
Honda
+25.331
21
6Maria HERRERASPA
Husqvarna
+25.655
22
48Lorenzo DALLA PORTAITA
Husqvarna
+32.973
23
4Fabio DI GIANNANTONIOITA
Honda
+33.019
24
22Ana CARRASCOSPA
KTM
+33.549
25
96Manuel PAGLIANIITA
Mahindra
+33.953
Not Classified


7Efren VAZQUEZSPA
Honda
1 Lap


5Romano FENATIITA
KTM
1 Lap


23Niccolò ANTONELLIITA
Honda
1 Lap


19Alessandro TONUCCIITA
Mahindra
4 Laps


98Karel HANIKACZE
KTM
14 Laps


20Fabio QUARTARAROFRA
Honda
14 Laps


58Juanfran GUEVARASPA
Mahindra
17 Laps


24Tatsuki SUZUKIJPN
Mahindra
17 Laps


2Remy GARDNERAUS
Mahindra
19 Laps

sábado, 7 de novembro de 2015


Dando continuidade a definição da temporada 2015 da MotoGP, neste sábado os pilotos foram a pista para a sessão classificatória que definiu o grid de largada para o domingo. E o espanhol Jorge Lorenzo foi perfeito e fez o que se esperava dele. Fez a pole com direito a quebra de recorde da pista e declarou após a classificação que foi a melhor volta que já deu na vida.

Valentino Rossi, único que pode estragar a festa de Lorenzo, já entrou sabendo que independentemente do lugar que conquistasse, iria largar do fim do grid devido a punição sofrida após o incidente com Marc Marquez na Malásia. Mas nada é tão ruim que não posso piorar. Além de não conseguir andar no ritmo do rival, ainda caiu nos minutos finais e teve que voltar de carona para os pits.

As duas Hondas, que podem ser fator nesta batalha, garantiram a primeira fila ao lado de Lorenzo. Marc Marquez foi o segundo e Dani Pedrosa o terceiro. O grande destaque foi Aleix Espargaró, que teve que passar pelo Q1, se classificou para o Q2 e ficou com a quarta melhor marca seguido de Cal Crutchlow e Bradley Smith, que completaram a segunda fila.

Confira abaixo o grid completo para a corrida:

1. Jorge Lorenzo ESP Movistar Yamaha MotoGP (YZR-M1) 1m 30.011s 321km/h (Top Speed)
2. Marc Marquez ESP Repsol Honda Team (RC213V) 1m 30.499s +0.488s 322km/h
3. Dani Pedrosa ESP Repsol Honda Team (RC213V) 1m 30.516s +0.505s 323km/h
4. Aleix Espargaro ESP Team Suzuki Ecstar (GSX-RR) 1m 30.917s +0.906s 313km/h
5. Cal Crutchlow GBR LCR Honda (RC213V) 1m 30.948s +0.937s 319km/h
6. Bradley Smith GBR Monster Yamaha Tech 3 (YZR-M1) 1m 31.012s +1.001s 322km/h
7. Andrea Iannone ITA Ducati Team (Desmosedici GP15) 1m 31.056s +1.045s 330km/h
8. Pol Espargaro ESP Monster Yamaha Tech 3 (YZR-M1) 1m 31.080s +1.069s 322km/h
9. Andrea Dovizioso ITA Ducati Team (Desmosedici GP15) 1m 31.245s +1.234s 327km/h
10. Danilo Petrucci ITA Octo Pramac Racing (Desmosedici) 1m 31.292s +1.281s 323km/h
11. Maverick Viñales ESP Team Suzuki Ecstar (GSX-RR)* 1m 31.340s +1.329s 317km/h
12. Michele Pirro ITA Ducati Team (Desmosedici) 1m 31.780s 325km/h
13. Stefan Bradl GER Factory Aprilia Gresini (RS-GP) 1m 31.824s 319km/h
14. Hector Barbera ESP Avintia Racing (Desmosedici GP14 Open) 1m 31.851s 321km/h
15. Loris Baz FRA Forward Racing (Forward Yamaha)* 1m 31.856s 312km/h
16. Nicky Hayden USA Aspar MotoGP Team (RC213V-RS) 1m 32.083s 312km/h
17. Yonny Hernandez COL Octo Pramac Racing (Desmosedici GP14.2) 1m 32.142s 321km/h
18. Alvaro Bautista ESP Factory Aprilia Gresini (RS-GP) 1m 32.282s 311km/h
19. Scott Redding GBR Estrella Galicia 0,0 Marc VDS (RC213V) 1m 32.448s 315km/h
20. Jack Miller AUS LCR Honda (RC213V-RS)* 1m 32.564s 316km/h
21. Mike Di Meglio FRA Avintia Racing (Desmosedici GP14 Open) 1m 32.716s 316km/h
22. Anthony West AUS AB Motoracing (RC213V-RS) 1m 33.049s 311km/h
23. Eugene Laverty IRL Aspar MotoGP Team (RC213V-RS)* 1m 33.066s 310km/h
24. Toni Elias SPA Forward Racing (Forward Yamaha) 1m 33.092s 322km/h
25. Broc Parkes AUS E-Motion IodaRacing (ART) 1m 33.577s 302km/h
26. Valentino Rossi ITA Movistar Yamaha MotoGP (YZR-M1) 1m 31.471s +1.460s [3/6] 319km/h

sexta-feira, 6 de novembro de 2015


Neste final de semana Valência vai sediar a decisão do título da MotoGP, uma verdadeira batalha entre os dois pilotos da Yamaha, Jorge Lorenzo e Valentino Rossi. Depois da conturbada etapa da Malásia, onde o espanhol Marc Marquez se envolveu numa polêmica com Rossi, a disputa ficou ainda mais tensa. O italiano se irritou com os ataques do piloto da Honda, resolveu tirá-lo da linha mais rápida da corrida. Os dois se tocaram e Marquez foi ao chão. Como resultado, Rossi, que lidera o campeonato, terá que largar do fim do grid.

À primeira vista parece que está tudo acabado para Valentino, pois mesmo com sete pontos a frente do rival, vai ser duro escalar todo o pelotão e evitar que o rival empate no campeonato. Mas isto é só à primeira vista, pois na realidade, a diferença de rendimento das motos de fábricas para as de regulamento aberto é muito grande e o italiano não deve ter nenhuma dificuldade para se colocar entre os 10 primeiros da corrida. Deve gastar no máximo, sendo bem pessimista, três voltas para estar lá.

Daí a situação de Rossi começa a se complicar. Terá as Tech 3 pela frente e vai ser curioso saber/ver se Bradley Smith e Pol Espargaró apresentarão resistência a ele, já que o time é equipado com motores Yamaha. As duas Ducatis e as duas Suzukis (ou uma Suzuki, de Aleix Espargaró e a LCR Honda de Cal Crutchlow) serão os desafios reais de Rossi na sequência, pois possuem o direito de utilizar jogos de pneus mais macios que os da Yamaha, o que dá mais velocidade, e isto pode pesar contra Rossi.

Mas o "x" da questão na realidade será as duas Hondas de fábrica. Isto porque se Lorenzo vencer, Rossi precisa ser segundo (missão praticamente impossível). Se Lorenzo foi segundo, Rossi precisa ser terceiro (não tão impossível, mas igualmente difícil). Mas se as Honda estiverem bem e fizerem a dobradinha da corrida e Lorenzo for terceiro, basta a Rossi ser sexto para ser campeão e isto é completamente possível, mesmo largando do fim do grid, pois a superioridade do equipamento com relação às outras equipes é grande.

Resta saber qual será a postura dos pilotos da Honda. Primeiro por serem dois espanhóis, assim como Lorenzo, contra o italiano Rossi. Segundo porque o clima entre Valentino e Marquez ficou péssimo depois da Malásia. Pessoalmente eu acho uma grande bobagem estas insinuações. Antes de serem pilotos da mesma nacionalidade, representam Honda x Yamaha, duas montadoras rivais no Japão e não vejo nenhuma facilitando a vida do outra. Segundo, acredito no profissionalismo dos pilotos da Honda e se tiverem condições de fazer dobradinha, farão.

As respostas começarão a ser dadas nesta sexta-feira, com o início dos treinos livres em Valência, que na MotoGP têm uma importância gigantesca, pois define nos resultados combinados quem passa direto para o Q2 na classificação do sábado. Rossi, que já sabe de onde largará, deverá trabalhar bastante a moto para a situação que terá pela frente, que é andar forte do início ao fim e pode ser que nem o vejamos girando tão rápido nestes treinos livre, o que não indica que falta velocidade a ele. A única certeza que temos é de que teremos uma belo show pela frente.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015


Num ano amplamente dominado pela Kawasaki, foi uma certa surpresa ver a Aprilia dominando a última corrida da temporada no Qatar. O espanhol Jordi Torres levou a primeira corrida, depois de uma batalha época com ninguém que o campeão Jonathan Rea. Na segunda prova quem levou foi o inglês Leon Haslam, que teve trabalho com o também britânico Chaz Davies de Ducati.

A pole no sábado ficou com Tom Sykes seguido de Jonathan Rea, a temida dupla da Kawasaki. No começo da primeira corrida Sykes manteve a ponta seguido de Chaz Davies e Rea. Mas Davies logo levou o troco do campeão e ainda foi superado por Alex Lowes. No sexto giro, no entanto, o piloto da Suzuki deu uma escapada da pista e Torres, que havia passado por Davies, pulou para terceiro.

No fim da corrida, Sykes que estava tão supremo na ponta, perdeu rendimento e perdeu a posição para Rea e Torres. Com cinco voltas para o fim Torres passou Rea na briga pela primeira posição. Mas o piloto da Kawasaki conseguiu dar o troco e os dois partiram para o giros finais numa batalha impressionante. Torres levou a melhor no fim e venceu a corrida, a primeira vitória dele na categoria.

No início da segunda corrida Rea assumiu a ponta logo de cara deixado Sykes e Davies brigando pelo segundo posto. Alex Lowes teve problemas novamente, na segunda corrida, ele caiu e abandonou. Davies partiu para cima da dupla da Kawasaki na segunda volta, passou tanto Sykes quanto Rea e assumiu a ponta. Leon Haslam seguiu o mesmo caminho e nos giros seguintes estava em segundo.

Rea, que teve uma regularidade tão impressionante durante todo o ano, abandonou com problemas na moto na volta 12. Com duas voltas para o fim Haslam chegou em Davies na briga pela vitória e fez a ultrapassagem, mas o piloto da Ducati conseguiu dar o troco. Haslam, no entanto, não desistiu e continuou na pressão para cima do rival, que errou na última curva e desta forma cedeu a vitória para o rival.

Confira abaixo a classificação final do campeonato:

1 United Kingdom Jonathan Rea Kawasaki 548
2 United Kingdom Chaz Davies Ducati 416
3 United Kingdom Tom Sykes Kawasaki 399
4 United Kingdom Leon Haslam Aprilia 332
5 Spain Jordi Torres Aprilia 247
6 France Sylvain Guintoli Honda 218
7 Netherlands Michael van der Mark Honda 194
8 Argentina Leandro Mercado Ducati 142
9 Italy Matteo Baiocco Ducati 139
10 United Kingdom Alex Lowes Suzuki 135