quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018


Mais uma temporada do Mundial de Superbike se aproxima e mais uma vez a maior pergunta é: alguém conseguirá parar Jonathan Rea? Dono de incríveis 16 vitórias em 2017, Rea continua com a Kawasaki para mais uma temporada e novamente chega como grande favorito para o título.

Vale destacar que um grande número de mudanças técnicas foram realizadas pela organização do certame com a intenção de aproximar os “grupos” que acabaram se formando nos últimos anos, destacando principalmente Kawasaki e Ducati no primeiro grupo, brigando constantemente por vitórias e pódios com seus quatro pilotos, e o segundo grupo formado pelas motos do meio do grid que, em certas ocasiões, até conseguiam beliscar um pódio aqui ou ali, mas nada perto da soberania das duas principais montadoras. Pelas novas regras cada montadora começará o ano com um limite de rotações baseado na performance apresentada no ano anterior. Diversos pontos, dentre eles essa limitação de rotações, serão analisados por um algaritmo e, caso necessário, mudanças serão realizadas a cada três corridas com o objetivo de manter as motos no maior nível de igualdade possível.

Pelo que  pôde ser visto nos testes de pré-temporada a Kawasaki, com sua ZX-10RR atualizada, não parece ter de início sofrido tanto para se adaptar as novas regras. Rea esteve sempre à frente do grupo de pilotos nos testes realizados, inclusive liderando a grande maioria deles, com Tom Sykes, seu companheiro na equipe da montadora japonesa, aparecendo sempre por perto. Ducati e Yamaha, assim como terminou o ano anterior, entram como principais adversárias pela base que carregam do último ano para este, ou seja, continuidade tanto no equipamento quanto no line up de pilotos, já que as duas marcas mantiveram o mesmo grupo do ano anterior, Chaz Davies e Marco Melandri na Ducati, e Alex Lowes e Michael van der Mark na Yamaha.

Um pouco mais atrás, Honda e Aprilia (Milwaukee) continuam a batalha de desenvolvimento de seus equipamentos. Nada de muito destaque pôde ser visto na pré-temporada vindo destas equipes, mas por serem marcas fortes e pelo nome que carregam sempre podemos esperar avanços. Nas últimas temporadas a Ducati Panigale R da equipe Barni e única moto de fábrica da MV Agusta, que nesta temporada será guiada por Jordi Torrés, sempre tiveram presença forte nesse grupo intermediário, então podemos considerar a chances de estas equipes privadas continuarem a desafiar as motos de, principalmente, Honda e Aprilia. Para não passar batido, cito ainda dois ex-MotoGP que estarão no grid em 2018. Yonny Hernandéz – que procura agora um novo rumo na carreira após o ano decepcionante na Moto2 – e Loriz Baz – que apesar de ter feito um bom trabalho com o equipamento limitado da Avintia, acabou ficando sem vaga na MotoGP. Hernandéz assume a Kawasaki da Pedercini, moto esta que teve três pilotos e uma série de incertezas no ano passado, e Baz assume o que agora será a única BMW S1000RR de todo o grid, moto esta operada pela Althea.

A temporada mais uma vez terá início em Phillip Island, com as atividades de pista começando na sexta (23) com os treinos livres, no sábado acontecerá a classificação e a corrida 1. O primeiro final de semana de atividades do ano será fechado na madrugada de sábado para domingo com a corrida 2.