domingo, 24 de fevereiro de 2019


Álvaro Bautista não tomou conhecimento dos adversários na abertura da temporada em Phillip Island. Partindo da terceira colocação, o espanhol logo assumiu a segunda posição ao ultrapassar Leon Haslam. Não demorou muito e, após briga com Jonathan Rea, o estreante assumiu a ponta do pelotão e de forma dominante partiu para uma belíssima vitória em sua corrida de estreia no Mundial de Superbike.

A vitória dominante de Bautista marca também o primeiro triunfo da nova Panigale V4 R, moto desenvolvida pela Ducati para esta temporada do mundial.

Se na ponta não houve briga, pela segunda colocação o caso foi exatamente contrário. Em grande pelotão, liderado por Rea, pelo menos seis pilotos lutaram diretamente por uma vaga no pódio. A briga inicialmente ficou entre as duas Kawasaki de fábrica com Rea e Haslam trocando de posições constantemente. De fato a briga entre os dois só acabou quando Haslam, na segunda colocação, errou sozinho na curva 3 e foi ao chão. 

A vida de Rea, no entanto, continuou complicada, com Alex Lowes na sua cola, trazendo ainda as outras Yamahas de Michal van der Mark e Marco Melandri, na nova equipe GRT. Toprak Razgatlioglu, na Kawasaki da Puccetti Racing, e Tom Sykes, na novíssima BMW, também fizeram parte da briga. 

Por fim, Rea conseguiu segurar a segunda colocação para minimizar danos, com Melandri vencendo a briga interna das motos azuis para cruzar em terceiro e fechar o pódio, com Lowes e van der Mark no top5.

Razgatlioglu fechou em sexto depois de largar de 14º e passar grande parte da corrida no top5. Sykes, na estreia da BMW, foi o sétimo, com Sandro Cortese - outro estreante no Mundial, em oitavo com a segunda moto da GRT Yamaha.

Michael Ruben Rinaldi, que assumiu o lugar de Xavier Forés na Barni Ducati, fechou em nono com um decepcionado Chaz Davies em décimo. O britânico, grande adversário de Rea nos últimos anos, não se encaixou com a moto. Treinou mal, classificou mal e, no fim das contas, acabou no lucro com a 10º colocação.